LETRAS DO BUDISMO

Atualizado: Mai 27

Budismo, um mar de sabedoria para quem se aventurar, principalmente em momentos tempestuosos como os atuais, onde um tsunami revolto de acontecimentos tira facilmente a paz de qualquer um, qualquer lar.

Em poucas palavras, o budismo trata de mostrar a maneira correta de pensar de forma a infligir o mínimo de dor a você e aos outros. Segundo Buda e seus monges, a dor vem dos atos de violência e da nossa ignorância ao cometê-los. O foco do budismo é fazer com que seus aventurados sejam diligentes nas suas ações de modo a evitar seu próprio sofrimento e quem sabe também dos demais.

Vamos lá. A ideia aqui é apresentar o budismo, sem cair muito para o lado religioso. Uma leitura tanto para quem deseja entender que diabos estes monges estão falando quanto para quem quer se aprofundar um pouco mais.

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UMA SÍNTESE GERAL


Retirado do livro “O Tao da Física”, escrito em 1975 por Fritjof Chopra, doutor em Física Austríaco, é exposto a seguir uma visão vinda do lado ocidental do globo, depois fazemos algumas recomendações de livros. Boa leitura!

“O Budismo tem sido, por muitos séculos, a tradição espiritual dominante na maior parte da Ásia, incluindo os países da Indochina, Sri Lanka, Nepal, Tibete, China, Coréia e Japão. À semelhança do que sucedeu com o Hinduísmo na Índia, o Budismo tem exercido uma forte influência sobre a vida intelectual, cultural e artística desses países. Ao contrário do Hinduísmo, entretanto, o Budismo tem como referencial um único fundador, Sidarta Gautama, o Buda “histórico”. Buda viveu na Índia, na metade do século VI a.C., durante o extraordinário período que viu nascer tantos gênios espirituais e filosóficos: Confúcio e Lao Tsé (na China), Zaratustra (na Pérsia), Pitágoras e Heráclito (na Grécia).

Se o Hinduísmo tem um sabor mitológico e ritualístico, o do Budismo é definitivamente psicológico. Buda não estava interessado em satisfazer a curiosidade humana acerca da origem do mundo, da natureza do Divino ou questões desse gênero. Ele estava preocupado exclusivamente com a situação humana, com o sofrimento e as frustrações dos seres humanos. Sua doutrina, portanto, não era metafísica; era uma psicoterapia. Buda indicava a origem das frustrações humanas e a forma de superá-las. Para isso, empregou os conceitos indianos tradicionais de maya, kamia, nirvana, etc., atribuindo-lhes uma interpretação psicológica renovada, dinâmica e diretamente pertinente.

Após a morte de Buda, o Budismo desenvolveu-se em duas escolas principais, a Hinay ana e a Mahay ana. A primeira — ou Pequeno Veículo — é uma escola ortodoxa que se atém à letra dos ensinamentos de Buda; a segunda — ou Grande Veículo — apresenta uma atitude mais flexível, supondo que o espírito da doutrina é mais importante que sua formulação original. [...]

À medida que o Budismo Mahay ana se difundiu através do território asiático, entrou em contato com povos de culturas e mentalidades muito diferentes, que interpretaram a doutrina budista a partir de suas próprias concepções, elaborando de forma detalhada muitos de seus pontos sutis e acrescentando a estes suas próprias ideias originais. Dessa forma, conservaram o Budismo vivo ao longo dos séculos e desenvolveram filosofias altamente sofisticadas, com profundos insights psicológicos.

Não obstante o elevado nível intelectual dessas filosofias, o Budismo Mahay ana jamais se perdeu no pensamento especulativo abstrato. Como ocorre sempre no misticismo oriental, o intelecto é visto simplesmente como um meio de aclarar o caminho para a experiência mística direta, que os budistas denominaram “despertar”. A essência dessa experiência consiste em ultrapassar o mundo das distinções e dos opostos intelectuais, para alcançar o mundo de acintya, o impensável, onde a realidade aparece como uma “quididade” indivisível e indiferenciada. Essa foi a experiência que Sidarta Gautama teve uma noite, após sete anos de árdua disciplina nas florestas. Sentado em profunda meditação sob a famosa Árvore de Bodhi, a Árvore da Iluminação, ele obteve repentinamente o esclarecimento final e definitivo de todas as suas buscas e dúvidas no ato de um “despertar completo, insuperado” que fez dele o Buda, isto é, “o Desperto”. Para o mundo oriental, a imagem do Buda no estado de meditação é tão significativa quanto a imagem do Cristo crucificado para o Ocidente, tendo inspirado incontáveis artistas por toda a Ásia, responsáveis pela criação de magníficas esculturas de Budas em meditação.

De acordo com a tradição budista, Buda dirigiu-se ao Parque dos Cervos, em Benares, imediatamente após seu despertar, a fim de pregar sua doutrina aos seus antigos colegas eremitas. Expressou-a através das famosas Quatro Verdades Nobres, uma apresentação compacta da doutrina essencial. À semelhança do que afirma um médico, que, de início, identifica a causa da doença da humanidade, a doutrina, a seguir, passa à afirmação de que a doença pode ser curada; por fim, prescreve o remédio.

A Primeira Verdade Nobre afirma a característica mais saliente da situação humana, dukkha, que é o sofrimento ou a frustração. A frustração deriva de nossa dificuldade em enfrentar o fato básico da vida, isto é, que tudo aquilo que nos cerca é impermanente e transitório. “Todas as coisas surgem e vão embora”, disse Buda, e a noção de que o fluxo e a mudança são as características básicas da natureza está na raiz do Budismo. O sofrimento vem à tona, na concepção budista, sempre que resistimos ao fluxo da vida e tentamos nos apegar a formas fixas que são todas maya, quer se trate de coisas, fatos, pessoas ou ideias. Essa doutrina da impermanência inclui, igualmente, a noção de que não existe o ego, o Si-mesmo, que é o sujeito persistente de nossas experiências. O Budismo sustenta que a ideia de um eu individual isolado é uma ilusão, uma outra forma de maya, um conceito intelectual desprovido de realidade. Apegar-se a esse conceito leva-nos à mesma frustração que o apego a qualquer outra categoria fixa do pensamento.

A Segunda Verdade Nobre refere-se à causa de todo sofrimento, trishna, que é o apego, ou a avidez. É o apego fútil à vida baseado num ponto de vista errado, chamado avidya (ignorância) na filosofia budista. A partir dessa ignorância, dividimos o mundo percebido em coisas individuais e separadas e, dessa forma, tentamos confinar as formas fluidas da realidade em categorias fixas criadas pela mente. Enquanto prevalecer essa visão, estaremos fadados a experimentar frustração em cima de frustração. Tentando apegar-nos a coisas que presumimos permanentes e persistentes — mas que na realidade são transitórias e se acham em contínua mudança —, caímos na armadilha de um círculo vicioso onde cada ação gera uma nova ação e a resposta a cada indagação propõe novas indagações. Esse círculo vicioso é conhecido no Budismo como samsara, o ciclo de nascimento-e-morte impelido pelo karma, a cadeia infindável de causa e efeito.

A Terceira Verdade Nobre afirma que o sofrimento e a frustração podem chegar a um fim. É possível transcender o círculo vicioso de samsara, livrar-se do jugo do karma e alcançar um estado de libertação total denominado nirvana. Neste estado, as noções falsas de um eu separado desaparecem para sempre e a unidade da vida torna-se uma sensação constante.

O nirvana é o equivalente ao moksha da filosofia hindu e, sendo um estado de consciência além de todos os conceitos intelectuais, desafia quaisquer descrições. Atingir o nirvana é atingir o despertar ou Estado de Buda.

A Quarta Verdade Nobre é a prescrição de Buda para extinguir todo sofrimento, o Caminho Ôctuplo do autodesenvolvimento que nos leva ao Estado de Buda. As duas seções iniciais desse caminho, conforme já foi mencionado, referem- se à visão correta e ao conhecimento correto, isto é, ao límpido insight acerca da situação humana, o que constitui o ponto de partida necessário. As quatro seções seguintes tratam das ações corretas, estabelecendo as regras para o modo de vida budista, que é um Caminho do Meio entre extremos opostos. As duas seções finais referem-se à consciência correta e à meditação correta, e descrevem a experiência mística direta da realidade, na verdade, seu objetivo final.

Buda não desenvolveu sua doutrina num sistema filosófico consistente; ele a considerava como uma forma de se atingir a iluminação. Suas afirmativas acerca do mundo foram restritas à ênfase sobre a impermanência de todas as “coisas”. Buda insistia na necessidade de nos libertarmos de toda autoridade espiritual, inclusive de sua própria, afirmando que somente poderia indicar o caminho para o Estado de Buda, e que cabia a cada indivíduo percorrê-lo até o fim por seus próprios esforços. As últimas palavras de Buda, em seu leito de morte, são características de sua visão de mundo e de sua atitude como mestre.


O declínio é inerente a todas as coisas compostas”, afirmou antes de morrer;

empenhai-vos com diligência”.

[...]”

Abaixo, disponibilizamos um infográfico que resume a prescrição que o Dr. Buda trouxe à humanidade: O caminho óctuplo e as 4 verdades nobres, relatados no trecho acima.


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Para prosseguirmos para a nossa próxima obra budista, temos que entender que os textos cânones budistas são compilados de maneira a entregar doses de sabedoria de maneira ordenada.


Nenhum texto budista era lançado aos quatro ventos, eram primorosamente organizados.


O primeiro nível de organização eram os “cestos” de conhecimento, conhecidos como Tripitaka.

Tripitaka significa três cestos. Havia o hábito dos monges redigirem os ensinamentos dos mestres em épocas de chuva, sendo escritos em folhas de palmeiras e colocados nestes ditos cestos.


1. O primeiro cesto era chamado Vinaya-pitaka, dedicado a dar instruções aos monges.

2. O segundo cesto, o Sutta-pitaka, era um conjunto de instruções éticas tanto para seus seguidores quanto para seus adversários. Sim, eles instruíam seus adversários, ou seja, qualquer um que quisesse confrontá-los.

3. O terceiro não menos importante cesto, o Abhidhamma Pitaka, continha reflexões filosóficas, os quais oferecem uma análise extremamente detalhada dos princípios básicos que governam o comportamento dos processos mentais e físicos.

O cesto Sutta-pitaka é composto por 5 conjuntos de livros. Daqui iremos extrair dois exemplares muito bons para quem quiser se aventurar neste mar de sabedoria.

DHAMMAPADA


No último conjunto de livros do Sutta-pitaka, chamado de Khuddaka-nikâya, o qual contém 15 livros, encontra-se o Dhammapada.

Escrito pelo discípulo e também primo do buda, o Dhammapada é uma obra singular com muita sabedoria e prazerosa de ler por vir escrito em versos.

Ananda era o nome desse primo, que também era considerado guardião do Dharma. Além de primo, um monjão foda. Acompanhava buda de cima a baixo, que nem Platão com Sócrates.


É importante levar em conta que o budismo se baseia sobre a mente precedendo a matéria e como esse processo acontece.

Assim também começam as primeiras estrofes do Dhammapada:

1. A mente antecede todos os estados mentais. A mente é o seu criador, pois são todos forjados pela mente. Se uma pessoa fala ou age com uma mente impura, o sofrimento segue-a como a roda que segue o pé do boi.

2. A mente antecede todos os estados mentais. A mente é o seu criador, pois são todos forjados pela mente. Se uma pessoa fala ou age com uma mente pura, a felicidade segue-a como uma sombra que jamais a abandona.

As circunstâncias internas nascem da maneira como pensamos sobre a vida. Nossos pensamentos são oficina da nossa vida, criamos nossos grilhões ou nossa aura. Simples assim.

3. “Ele abusou de mim, ele bateu-me, ele dominou-me, ele roubou-me”. Aqueles que abrigam tais pensamentos não acalmam o seu ódio.

Hoje em dia é um vício terrível fatores externos justificarem nossa forma de agir, sentimo-nos prejudicados pelo que acontece fora de nós. São essas racionalizações que muitas vezes nos impedem de correr atrás de nossos sonhos.

5. Neste mundo o ódio nunca é apaziguado pelo ódio. O ódio é apaziguado unicamente através de não-ódio. Esta é uma lei eterna.

6. Há aqueles que não percebem que um dia todos nós morreremos. Mas aqueles que percebem isso resolvem as suas desavenças.

7. Assim como uma tempestade deita abaixo uma árvore fraca, o mesmo sucede quando Mara(a) vencer o homem que vive para a busca de prazeres, descontrolado nos seus sentidos, imoderado no comer, indolente, e disperso.

Quer planejar o seu tempo, ótimo. Pense grande para dar o peso correto em cada circunstância. Ao considerar a vida como um todo percebemos que a harmonia é algo fundamental e que nossos rancores se tornam banais. Há o caminho justo onde tudo é tratado no devido ritmo, devida distância.

E por aí vai em seus 423 versos. Gostou mas tem medo de interpretar erroneamente partes da leitura e criar mais caos mental? Não se preocupe, abaixo deixamos uma referência com mais de 5 horas de leitura comentada deste livro, sendo também motivo deste escrito ser fortemente recomendado para quem quer começar a se aprofundar, pois o torna uma excelente porta de entrada para a filosofia budista sem tomar muito do seu tempo.


Confira abaixo!


Dhammapada de Buddharakkhita
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Por fim, para aqueles que gostam de um linguajar mais técnico em vez da prosa poética: O Brahmajala Sutta.

Trata-se do primeiro dos 34 suttas (discursos) budistas do primeiro conjunto de livros do Sutta-pitaka: o Dīgha Nikāya, conhecidos também como “Coleção de discursos longos”.

Ele é o primeiro por deliberado projeto dos escritores do Cânone, tendo em vista sua significância tanto intrinsecamente quanto em relação ao ensinamento do Buda como um todo. É por assim dizer, a sentinela por trás da doutrina, cujo selo de aprovação deverá ser obtido para que se possa cruzar a fronteira que separa o entendimento de Buda quanto à realidade, de todas as outras tentativas de uma interpretação refletiva da situação existencial do homem.

BRAHMAJALA SUTTA

O título do livro significa Discurso sobre a rede de Brahma. Apesar que para você talvez possa remeter a uma cerveja, Brahma significa “alma cósmica” para diversas filosofias orientais.

O livro começa retratando o encontro entre o Dr. Buda e seus 500 residentes com Suppiya, um Brâmane, maior grau sacerdotal no Hinduísmo. Os Brâmanes também são chegados em entender Brahma, aliás, dedicam a vida para essa função.

O Brâmane andava com seu discípulo Brahmadatta e xingava Buddha aos quatro ventos até trombar com o mesmo. Neste cenário, Buda apresenta com rara finura psicológica os critérios básicos necessários para julgar com isenção e objetividade o que é dito e debatido entre as pessoas.

Segue aqui um resumo que pode ser visto como um lambisco da filosofia budista.

O livro é dividido em diferentes seções, um resumo de cada uma delas é apresentado a seguir:


I. Críticas e Elogios: sua influência sobre a verdade

Narra o encontro do Brâmane com os residentes do doutor. Quando Buda chega, vê os residentes irritados com os maldizeres do Brâmane e prescreve para não se exaltarem nem com o desprezo, nem com o louvor.


II. Moralidade (Sila)


IIa. A Secção Menor sobre Moralidade (Culasila)

Discute como alguém louvaria Buda através dos diferentes modos de renuncia à vida mundana.

IIb. A Secção Intermédia sobre Moralidade (Majjhimasila)

Expõe a abstenção como a máxima moral em comparação com a minimização de uma ação.

IIc. A Secção Maior sobre Moralidade (Mahasila)

Expõe a abstenção como a máxima moral frente à predição.


III. Sessenta e dois pontos de vista errôneos

Em II deixa claro que a prática moral da manifestação é a não manifestação. Dai então discute quais são as formas que uma manifestação ocorre, ou seja, aonde o erro moral se inicia e separa em 62 categorias.


IIIa. Especulação acerca do passado

Dezoito categorias estão ligadas ao início da manifestação por conta da especulação do passado, ou seja, de como ocorre o início de uma manifestação. Interessante se atentar que se afirma não existir nenhuma outra maneira de especular sobre o passado a não ser as 18 citadas.

1 a 4 – Eternalismo

Quatro formas que o pensamento pode chegar a convicção de que tudo é eterno.

5 a 8 – Eternalismo parcial

Quatro formas que o pensamento pode chegar à convicção da eternidade ser uma característica de uma entidade e por contra partida, existem entidades não eternas.

9 a 12 – Doutrinas do finitismo e infinitismo

O pensamento que manifestações passadas são Finitas e confinadas, Infinitas e não-confinadas, Infinitas em uma direção e Finitas noutra, nem infinitas e nem finitas.

13 a 16 – Doutrinas da interminável evasiva

A manifestação ocorre de 4 formas diferentes para tentar evitar manifestações passadas.

17 a 18 – Doutrinas da originação fortuita

Duas formas hão chegar à convicção da geração espontânea de uma manifestação: pela Lógica ou pela Experiência.

IIIb. Especulações acerca do futuro

As demais quarenta e quatro categorias de erro estão ligadas ao início da manifestação por conta da especulação do futuro.


19 a 34 – Doutrinas da existência percipiente pós-manifestação

Após a manifestação, existe um ser percipiente (perceptível), ou seja, um ser existe após a ‘morte’ da manifestação. Após a existência, existe um ser não decadente. Este pode vir acompanhado de 4 características (materialidade, finitude, forma ou intensidade), cada característica pode se manifestar, pode não se manifestar, pode se manifestar e não manifestar ao mesmo tempo e pode não existir, totalizando dezesseis estados perceptíveis após a manifestação.

35 a 42 – Doutrinas da existência não-percipiente pós-manifestação

Após a manifestação existe um ser não decadente e não percipiente. Este pode vir acompanhado de duas características (materialidade e finitude), cada característica pode se manifestar, pode não se manifestar, pode se manifestar e não manifestar ao mesmo tempo e pode não existir, totalizando oito estados não perceptíveis após uma manifestação.

43 a 50 – Doutrinas da Existência nem Percipiente nem Não-Percipiente

Após a manifestação existe um ser não decadente, mas não é possível dizer se este é perceptível ou não. Este pode vir acompanhado de duas características (materialidade e finitude), cada característica pode se manifestar, pode não se manifestar, pode se manifestar e não manifestar ao mesmo tempo e pode não existir, totalizando oito estados não possíveis de definir se são perceptíveis ou não após uma manifestação.

51 a 57 - Aniquilacionismo

Após a manifestação o ser é aniquilado, esta afirmação pode ser realizada a partir de oito argumentos diferentes.

58 a 62 - Doutrinas do Nirvana Aqui e Agora

O erro reside em pensar que durante a manifestação, o ser pode vir a atingir o nirvana, seja pelas sensações dos cinco sentidos ou outros quatro graus de sensação mais sublimes, os Dhyanas. Estes quatro primeiros Dhyannas (rupadhyannas) são falsos nirvanas.

IIIc. Conclusão

1. Inquietação e Vacilação

Conclui que as 62 visões geradas pela falha moral são fruto da inquietação e vacilação dos seus criadores.

2. Condicionamento pelo contato

Conclui que as 62 visões primárias geradas pela falha moral são condicionadas unicamente pelo contato, ou seja, pelas sensações e experiências advindas da inquietação e vacilação.

3. Exposição da Roda Condicionada

Por nascerem das sensações, estas 62 visões possuem nascimento e morte, pertencendo assim a roda de Samsara.

4. O término da Roda

Conclui que para sair da roda é preciso cortar o ciclo de samsara

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1. O Tao da Física, Fritjof Chopra – p. 94 a 101

2. Dhammapada, Acharya Buddharakkhita – p. 14

3. Brahmajala Sutta, Dhigha Nikaya, Ananda

4. http://www.acessoaoinsight.net

5. https://pt.wikipedia.org/wiki/Ananda_(disc%C3%ADpulo_de_Buda)

6. https://en.wikipedia.org/wiki/Brahmaj%C4%81la_Sutta

7. https://pt.wikipedia.org/wiki/Br%C3%A2mane

8. https://pt.wikipedia.org/wiki/Dhyana

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